Dicas de Viagem

House Sitting: Como Viajar Pelo Mundo Cuidando De Animais Em Troca De Hospedagem Grátis

Ana Hantt
Escrito por Ana Hantt em 3 de setembro de 2018
House Sitting: Como Viajar Pelo Mundo Cuidando De Animais Em Troca De Hospedagem Grátis
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Se há dois anos alguém me dissesse que eu viajaria pelo mundo trabalhando gastando pouco dinheiro, morando em casas confortáveis, e cuidando de adoráveis animais de estimação, certamente, eu não acreditaria!

Sou filha de mãe professora e pai motorista. Nasci e fui criada em uma cidade pequena do interior do Rio Grande do Sul.

Com certeza viajar, especialmente para o exterior, era um objetivo distante, e destinado apenas para pessoas com muito dinheiro.

Isso era o que eu pensava…

No entanto, em 2017 eu descobri um sistema chamado house sitting, e então, todos os meus sonhos de viagem começaram a fazer sentido. 

A palavra house sitting não tem tradução para o português, mas consiste em cuidar da casa e dos animais de estimação das pessoas.

É uma troca baseada em economia colaborativa, ou seja, não envolve dinheiro, mas sim a confiança.

Você mora na residência de alguém sem custo algum (e muitas vezes com direito a carro na garagem e geladeira abastecida), enquanto mantém tudo em ordem e cuida com muita responsabilidade dos pets.

Apesar de ser um conceito estranho no Brasil, mas em países de origem britânica, como: Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e outros, e essa é uma prática comum, e é possível utilizar vários websites para se conectar com os anfitriões.

Veja só o que te espera se você ler esse artigo até o final:

Atualmente, viajo com uma amiga pela América do Norte, e entre março e agosto de 2018 faremos 12 house sittings em diferentes regiões dos Estados Unidos e Canadá.

Isso significa conhecer cidades famosas como Boston, Ottawa, Vancouver, Portland e São Francisco, sem gastar um único centavo com acomodação.

Nós temos o projeto 30 On The Road, e se você quiser saber mais sobre nossa aventura, pode nos seguir no Instagram e Facebook. @30ontheroad 

Como foi a minha experiência como house sitter

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A convivência com os anfitriões de Boston (inclusive os de quatro patas), foi uma das partes mais gratificantes como house sitter.

Mais do que viajar de graça, ser house sitter é uma experiência muito gratificante.

Se você gosta de animais, acredite, é o paraíso. 🐨

Além disso, os anfitriões costumam ser muito generosos, e após cada estadia, eles entram para a lista de amigos queridos.

Uma das anfitriãs, em Newton (EUA), por exemplo, realmente nos adotou.

Ela fez duas viagens no período de três semanas, e nos ofereceu para que ficássemos com ela nos dias de intervalo entre uma e outra.

Nesse meio tempo, ela nos levou no cinema, no museu, em restaurantes, em parques, e quase todas as noites preparava deliciosos jantares, que eram acompanhados de sessões de cinema em casa.

Algo parecido aconteceu com outra anfitriã, em Ottawa, capital do Canadá.

Ela nos buscou e levou na estação de trem nos dias da nossa chegada e partida, preparou um jantar especial, abasteceu a casa com muita comida, e deixou à nossa disposição bicicletas e caiaques para curtirmos a região (acredite, a casa tinha um rio no jardim).

Na maioria das experiências, as residências são muito confortáveis (às vezes, temos um quarto e um banheiro para cada uma de nós!).

Os anfitriões são muito gentis e preocupados com nosso bem-estar.

Eles se mostraram agradecidos por estarmos cuidando de tudo enquanto viajavam, e sempre nos oferecem o que eles têm de melhor.

Tudo isso, com a alegria de ter animais por perto. Não tem preço receber tanto afeto dos bichinhos. 🐱

Não tem como não se derreter quando um gato decide dormir no teu colo pela primeira vez, ou um cachorro fica todo faceiro quando você volta para casa.

Cuidar dos pets é garantia de muito amor, boas caminhadas em parques e praias, e muitos novos amigos, já que muitas pessoas param para brincar e puxar assunto durante os passeios.

Veja, em 1 minuto, como é a experiência house sitting:

 

A parte negativa de ser house sitter

Ser um(a) house sitter é uma grande responsabilidade.

Você está cuidando da casa e dos bens de uma pessoa, sem falar dos animais de estimação, que muitas vezes são considerados como filhos.

Quem se dispõe a uma experiência como essa deve estar pronto para responder à emergências.

Nós já precisamos ligar para o Corpo de Bombeiros da cidade, depois que o alarme de incêndio da casa foi acionado pela fumaça que estava saindo de uma torradeira.

Em outra ocasião, fizemos plantão para monitorar um cachorrinho que estava indisposto.

Nós também cuidamos de uma cachorrinha com diabetes, e duas vezes por dia precisávamos ministrar medicamentos e injeções de insulina.

Nós precisávamos estar em casa sempre nos momentos certos, e monitorar suas condições de saúde.

Até hoje, nenhum anfitrião nos solicitou nenhuma limpeza extra, mas nós sempre fazemos uma boa faxina antes do retorno dos donos da casa, afinal, nós utilizamos aquele espaço, e o mínimo que podemos fazer, é entregá-lo limpo. 

Além disso, é preciso manter comunicação constante com os anfitriões, ser extremamente confiável, maduro, e saber se colocar no lugar do outro.

É preciso agir na casa do outro como você gostaria que as pessoas agissem na sua casa.

Quanto custa ser house sitter?

Viajar por meio de house sitting é uma experiência possível e que exige baixo orçamento, se comparado a uma viagem normal de férias.

Ainda assim, é preciso planejamento financeiro.

O valor a ser gasto depende do destino escolhido, mas de forma geral, quanto mais longo o período do house sitting, menos você gasta.

Continue lendo e confira os 3 passos importantes

Passo 1

O primeiro passo é escolher uma plataforma que disponibiliza as oportunidades como house sitter, e fazer a sua inscrição!

O preços dos planos variam entre US$ 20 e US$ 120 por ano.

Ou seja, você paga uma única vez e pode se aplicar para quantos lugares quiser.

Entre as plataformas mais usadas estão:

Após tornar-se membro de uma plataforma de house sitting, você pode entrar em contato com anfitriões e se candidatar às oportunidades.

Passo 2

Após decidir o destino, o segundo passo considerar os custos com vistos, passagens aéreas e seguro viagem.

Os Estados Unidos, por exemplo, é um dos destinos mais caros e burocráticos do mundo.

Enquanto a Europa não exige visto de brasileiros para viagens de até três meses.

Já Nova Zelândia, Austrália e Canadá possuem moedas mais em conta do que o dólar americano.

Essa é a etapa mais cara, e por isso, é preciso bastante pesquisa, e também ficar atento às promoções de passagens e seguros mais em conta.

Passo 3

Depois que você chegou ao país de destino, as contas começam a suavizar.

Você vai precisar se preocupar basicamente com duas coisas: transporte e alimentação.

Na América do Norte, por exemplo, andar de ônibus é muito barato (já comprei trechos de 8 horas de ônibus por US$ 15).

Fazer compras no mercado também é bem em conta. Em geral, gastamos uma média de US$ 60 a cada dez dias, para duas pessoas, incluindo guloseimas e supérfluos.

Para quem possui orçamento muito limitado, a dica é buscar house sittings mais longos – já vi ofertas de períodos de até 6 meses.

Quanto menos você se mudar entre uma cidade e outra, menos vai gastar em transporte e acomodações extras, já que muitas vezes existem ‘dias de folga’ entre as experiências.

Dica extra

Grupos e aplicativos de carona, e sites como o Couchsurfing, que conecta pessoas dispostas a emprestar um sofá, colchão inflável ou cama para o viajante passar uma ou duas noites.

Mas eu já ouvi falar de pessoas que ficaram mais tempo, como no caso do Maicon, que conseguiu ficar 30 dias na mesma anfitriã.

Outra ideia é usar sites como Worldpackers, que te possibilita trocar hospedagem e outros benefícios por algumas horas de trabalho voluntário.

Quem pode fazer house sitting

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Ficamos todo o mês de julho em Vancouver, uma das cidades mais disputadas do Canadá, em três diferentes house sittings.

Basicamente, qualquer pessoa.

O requisito básico é ser responsável e confiável.

É possível fazer house sitting viajando sozinho ou em dupla (como um casal ou com um amigo).

Muitas vezes, até famílias com crianças e outros pets são bem aceitos pelos anfitriões.

No nosso caso, por exemplo, pedimos demissão dos nossos empregos, e utilizamos as economias de cerca de 10 anos de trabalho para nos mantermos durante um tempo viajando.

Também já vi relatos de casais que venderam imóveis, veículos, e decidiram tornar, esse, o seu estilo de vida.

Como o house sitting dá a possibilidade de se hospedar com muita estabilidade e conforto, muitos escolhem trabalhar como um nômade digital, atuando 100% online de qualquer parte do mundo.

Outras pessoas, no entanto, decidem manter suas vidas no Brasil, mas viajar como house sitter apenas no período de férias, o que também funciona muito bem.

E não há limite de idade. O house sitting é muito popular entre aposentados, que após anos de trabalho, decidem conhecer o mundo por nesse método.

Em outras palavras, house sitting é para todo mundo. Basta planejar, montar um perfil que passe credibilidade aos anfitriões, e aproveitar todas as oportunidades de viagens que podem surgir.

O que eu aprendi como house sitting

Eu aprendi ser uma verdadeira viajante.

Embora tenha planejado e pesquisado muito sobre house sitting, nunca poderia imaginar o quanto essa experiência mudaria minha relação com as viagens.

Quando, na minha vida, imaginei que poderia passar uma temporada de 6 meses na América do Norte, conhecendo algumas das cidades mais famosas do mundo.

E o melhor, gastando menos do que seria o custo de vida em uma cidade brasileira!

Ou que após esse período, estaria planejando mais uma longa temporada entre Nova Zelândia e Austrália?!

Mais do que o fator ‘dinheiro’, no entanto, o sistema de house sitting te coloca em contato com uma comunidade global diferenciada.

Em todas as minhas experiências, os anfitriões foram pessoas generosas, educadas e realmente interessadas em nossas histórias e trajetórias.

São pessoas que vão te receber na casa delas, confiar em ti, e vão sentar contigo por horas, dispostas verdadeiramente a ouvir e compartilhar.

Viajar usando o método house sitting é uma forma de ter amigos em cada canto do mundo.

Cada despedida vem acompanhada de abraços apertados, e afirmações generosas;

    • “Voltem sempre que quiserem!”
    • “Agora vocês têm uma casa aqui!’
    • “Vou visitá-las no Brasil!’
    • “Se precisarem de qualquer coisa, me liguem!”

Além de conseguir uma acomodação de graça e conhecer destinos famosos (o que por si só já valeria toda a experiência), viajar por house sitting é uma forma de verdadeiramente viver uma cultura.

Mais do que pontos turísticos, o house sitting dá um rosto, um nome e um sorriso para cada destino.

E para um viajante, nada pode ser mais recompensador.

Eu espero, do fundo do meu coração que você tenha gostado desse artigo.

Quer saber mais sobre House Sitting?

Clique aqui e veja o Guia Completo!

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